Na penumbra das leis
humanas,
te escondes sem sentido,
um braço longo  arrebatou
teu único amor,
não te resta mais nada,
apenas prantos, medos e
pesadelos da noite.
Grita! pequeno
Grita! sem parar,
na esperança de te ouvirem.

As cicatrizes do chicote
ainda açoitam tuas lembranças,
não existe ninguém ao teu lado
para te consolar;
o frio da madrugada  corroê
teus ossos, tua alma e o
coração de ninguém;
a sujeira á qual te jogaram
é teu único lar, teu único abrigo;
Não resta mais nada,
além da falsa esperança,
de que o sol sairá um dia,
ao lado da tua triste solidão.
as lagrimas que te esforças em
não jogar,
ainda não comoveram
ninguém,
será preciso que não existas mais
para ganhar teu devido lugar?

Autor: Sebastian Roa (AM)

                                                                                                                                                       
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